sexta-feira, 22 de julho de 2011

De contas que medem o infinito
















Olhos
onde o mundo se resolve
as metades se encontram

Espelho d’água
reflete abismos
sedução num brilho
poças da alma
banhando paixões

Melodias travessas
na cumplicidade
da noite
juras de esperança
ao romper da aurora

Contas no deserto
ansiando oásis
desmascaram amor
denunciam segredo
pressentem traição

Asas de anjo
perdidas
num traço de artista
prisão em caleidoscópio
face humana entre doçura e fel

Orgias vivas
na madrugada
invadem sonhos
confirmam desejos
despem pesadelos

Ternuras perdidas
num pôr-do-sol
bailam emoções
irrompem tristezas
anunciam alegrias

Porções coloridas
do infinito
capturam horizontes
gravam paisagens
percorrem mares

Olhos
pequenas ilusões
uma metáfora.



Imagem em eternessencias

Twitter: https://twitter.com/#!/SilviaMello23


DEUS É FIEL


2 comentários:

  1. infinitas gracias sensible poeta por hacernos confidentes de tan bellas letras, un besin de esta amiga admiradora.

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  2. Obrigada, Ozna! Seja sempre bem-vinda!

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