segunda-feira, 7 de março de 2011

O JARDINEIRO

Praticava eu,
a dança das palavras
em passos nunca

antes experimentados
certa de que a Mãe Terra

exalava inspiração...
Foi quando me apareceu
o jardineiro.
Ah! Nada mais insensato!
Apreciar aromas e flores
imaginei

ser sua indiscutível condição
ao dar forma e cor

a um belo jardim.
Assim como para mim era

a solidão do criar:
germinada ao ofício de escrever...
Mas ele revelou-se insensível
ao fascínio

dos elementos da natureza:
o que a mim se descortinava

como fonte inspiradora,
para o jardineiro

era apenas enfadonha rotina.



Imagem: Google


DEUS É FIEL

2 comentários:

  1. Seus cantinho aqui é belíssimo Silvia!.. Parabéns!!
    Uma beijoca em seu coração...
    Verinha!

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  2. Obrigada, Vera! Seja sempre bem-vinda!

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