quarta-feira, 7 de março de 2012

De manso sacrifício em lábios sem malícia




















Tochas cuspiram fogo
mesclas de coragem
mãos limpas
não suplicam salvação
portas entreabertas
expulsam segredos

Vozes
clamam revoltas
protestam
doces mortes
manso sacrifício
em lábios sem malícia

Quero de volta
toda prosa machucada
qualquer verso desleixado
devolva-me
em poemas
sua vontade enganada.


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DEUS É FIEL

terça-feira, 6 de março de 2012

De quem parte e em parte fica




















Pertenceram-me
suas melhores horas
não quero menos

A distância não castiga
se quem parte em parte fica
o que fere é o vazio

De saudades não se vive
não se morre de paixão
se o fogo nos olhos sobrevive

Não se aceita a despedida
se os passos já calaram
mas se ouve a voz da alma.



Imagem em amoreoutrosdelirios

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DEUS É FIEL

quinta-feira, 1 de março de 2012

Onde morre a palavra, nasce o desejo















Espreite-me
na pausa
entre as palavras
entregues
num poema


Busque-me
no vazio eloqüente
de uma ausência
onde a alma das palavras
permanece


Leia-me
no silêncio
das palavras
já ouvidas
submissas


Sinta-me
na quietude
dos lábios
onde morre a palavra
nasce o desejo


Ouça-me
no toque do vento
sopro de emoção
onde a saudade
sobrevive.



Imagem em sumartins

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DEUS É FIEL

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

De vôos em alma de bailarina
















Ela encarava
vida num vôo flexível
corpo de bailarina
solidão com calma
desprezo com paciência
esquecimento com acenos

Sua alma poetisa
capturava versos
perdidos
no silêncio das máscaras
no opaco dos olhares
na apatia dos lábios

Seus poemas
criavam rastros de alegria
despertavam
emoções não permitidas
paixões não reveladas   
sopros de vidas não vividas

Lastros de luz
em melodia
insistente
palavras do vento
gravadas
no espírito do mundo.



Imagem em mulherconexão

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DEUS É FIEL

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Apenas sei de mim
















Sei que me divido entre muitas
Das coisas que sei
Das coisas que esqueci
Para não perder
Das coisas que não vi
Das coisas que vi e perdi
Para esquecer

Sei que me torno inteira
Entre as coisas que aceito
Entre as coisas que entrego
Para não perder
Entre as coisas que ouço
Entre as coisas que surpreendo e deixo
Para esquecer

Sei que me transformo
nessa dança de experimentar o mundo
no ritmo frenético da melodia de Ser.


Imagem em rezinhadesigns

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DEUS É FIEL

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Máscara Carmim



Noite
esconde-se em mim
confetes roçam a pele
suada
sóbria entre sons
perdidas marchas antigas

Olhos brilham
danças
paixão de Colombina
em máscara carmim
que jamais
seja quarta-feira

Perfume
de mulher
entorpece passos
no salão transborda
sedução
negro brilho nos cabelos

“Vou beijar-te agora”
delata a canção
corpos se abandonam
em ritmo de serpentina
lábios se esquecem
por um momento, Carnaval.


Imagem em theattrhall

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DEUS É FIEL



domingo, 12 de fevereiro de 2012

Da lida que derrama a vida















É frágil anseio
pairam vôos
indecisos
enredos fugidios
anjos loucos
no cio

É terna dúvida
pálida vontade
escapa transparente
bondade
rompe-se
etérea sintonia

É pobre
busca
(em pranto?)
no espelho evapora
antiga, a lida
submersa sinfonia

É breve
essa vida
nas ruas, nos cantos
nos campos, nas danças
nas vozes perdida
agreste, a melodia.



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DEUS É FIEL